MP-BA busca impedir guerra de espadas em Campo Formoso

Recomendação do MP-BA busca impedir guerra de espadas no São Pedro de Campo Formoso.
Por: Ramon Moura 28, jun. de 2025 às 11:30 - Atualizado: 28, jun. de 2025 às 11:31
MP-BA busca impedir guerra de espadas em Campo Formoso
MP-BA busca impedir guerra de espadas em Campo Formoso; Foto: Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu, nesta sexta-feira (27), uma recomendação formal direcionada às autoridades de Campo Formoso, solicitando medidas concretas para impedir a realização da tradicional, porém ilegal, “guerra de espadas” durante os festejos juninos de São Pedro.

A iniciativa foi tomada pela promotora de Justiça Aline Curvêlo, em virtude da proximidade dos festejos populares no município, notadamente nas praças Castro Alves e da Feira — locais onde historicamente ocorrem episódios de queima de espadas. A promotora enfatizou que a produção, comercialização e uso desses artefatos pirotécnicos configuram infrações criminais previstas na legislação em níveis federal, estadual e municipal, devido ao alto risco de acidentes e ameaças à integridade física da população.

De acordo com o MP-BA, a recomendação foi encaminhada a diversos órgãos, entre eles a Prefeitura de Campo Formoso, a Delegacia local da Polícia Civil, o Comando da Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Estadual, a Câmara de Vereadores, a 19ª Coorpin, o Corpo de Bombeiros e a Superintendência Municipal de Trânsito.

Guerra de Espadas

Em Conceição do Almeida, no Recôncavo baiano, a polêmica sobre a guerra de espadas também tem sido destaque. Após um vídeo do ex-gestor municipal Ito de Bega circular nas redes, a atual prefeita Renata Suely (PSD) reforçou o convite para a "Festa das Espadas 2025" – atividade considerada ilegal no estado desde 2017.

Vale lembrar que, há oito anos, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vetou a fabricação, porte ou manuseio desses objetos – confeccionados com bambu, pólvora e resíduos metálicos –, com punições que podem chegar a seis anos de detenção.

Enquanto autoridades locais defendem a celebração como parte do folclore regional, dados da Sesab revelam que, apenas nesta temporada junina, 15 casos de queimaduras graves no estado estão ligados a confrontos com esses artefatos. O HGE, principal unidade de saúde baiana, concentrou a maioria dos atendimentos.


Guerra de Espada em Conceição do Almeida

Fonte: AratuOn.

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