quarta-feira, 17 de março de 2021

'Não Adianta Trocar As Rodas Da Carroça Se o Problema Está No Burro Que Puxa', Diz Rui Sobre Ministro Da Saúde

Governador da Bahia voltou a criticar condução do governo Bolsonaro durante a pandemia do coronavírus.

O governador da Bahia, Rui Costa, comentou hoje (17), em tranmissão ao vivo nas redes sociais, a troca de mais um titular do Ministério da Saúde no governo Jair Bolsonaro: "Não adianta trocar as rodas da carroça se o problema está no burro que puxa". O médico cardiologista Marcelo Queiroga será o quarto ministro a comandar a pasta durante a pandemia da Covid-19, substituindo o general Eduardo Pazuello. 
Segundo Rui, não adianta trocar o ministro se a condução que o presidente faz está errada. "Portanto, vai continuar, na minha opinião, ele estimulando as pessoas a não usar máscara, aglomerar, ridicularizar a vacinação - ele chamava de 'vachina'", afirmou. 
"Eu dizia que eles iam entrar para a história do Brasil como o pior governo que já existiu, mas infelizmente vai ser ainda pior do que isso. Daqui a 50 anos, a humanidade vai se lembrar, quando for falar da pandemia da covid-19, no mundo inteiro vai falar: 'Qual foi o pior país do mundo a cuidar da pandemia? Onde foi que morreu mais gente? Qual foi o país do mundo que contaminou mais gente?' Vai dizer que foi o Brasil. E quem era o presidente? Era aquele cidadão que não acreditava na ciência, que pregava que a população tinha que se expor, que não se importava que morressem 300.000 pessoas", criticou o governador.  
Queiroga afirmou ontem (16) que vai seguir a política já estabelecida pelo governo federal no combate à pandemia, a qual ele elogiou. "A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo", disse à imprensa antes de uma reunião com Pazuello. Fonte: Metro1.

Pesquisa Aponta Rejeição Recorde a Bolsonaro De 54% Na Gestão Da Pandemia

Mais da metade dos entrevistados vê atuação do presidente como ruim ou péssima.

A pesquisa do instituto Datafolha apresentada hoje (17) aponta um recorde na rejeição do trabalho do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19. De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros veem sua atuação como ruim ou péssima. Na pesquisa passada, realizada em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam o trabalho de Bolsonaro na pandemia.​
A pesquisa desta semana aponta que o índice daqueles que acham sua gestão da crise ótima ou boa passou de 26% para 22%, enquanto quem a vê como regular foi de 25% para 24%. Não opinaram 1%.
O instituto ouviu por telefone 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Consideram o presidente o principal culpado pela fase aguda da pandemia, que já matou mais de 280 mil no país e vê um colapso nacional do sistema de saúde devido ao pico de infecções, 43% dos ouvidos.
Nesta semana, o quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro foi anunciado: Marcelo Queiroga assume a pasta que era ocupada por Eduardo Pazuello. 

Confira o detalhamento da pesquisa:
  • 54% avaliam como ruim ou péssima a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 48%; dezembro: 42%; agosto: 43%; junho: 49%; maio: 50%; abril: 45%; abril: 38%; abril: 39%; março: 33%)

  • 22% avaliam como ótima ou boa a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 26%; 27dezembro: 30%; agosto: 30%; junho: 27%; maio: 27%; abril: 27%; abril: 36%; abril: 33%; março: 35%)

  • 24% avaliam como regular a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 25%; dezembro: 27% agosto: 25%; junho: 23%; maio: 22%; abril: 25%; abril: 23%; abril: 25%; março: 26%)

  • Não soube responder: 1%