segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Indígena De Euclides Da Cunha é a Primeira Baiana a Ser Imunizada Contra a Covid-19

Primeira indígena e a segunda brasileira a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil, é da cidade de Euclides da Cunha, norte do estado da Bahia. Vanuzia Costa Santos, 50, da aldeia Massacará, é técnica de enfermagem e assistente social. Ela é moradora da aldeia multiétnica Filhos Dessa Terra, que fica na cidade de Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo. Vanuzia deixou a Bahia em 1988 para trabalhar e se aprimorar na carreira profissional. Após ser imunizada, ela declarou ser uma defensora da ciência e lembrou o drama vivido em maio do ano passado após contrair a doença.
“Fiquei muito feliz de participar deste momento. Sou defensora da vida, de outras vacinas, da prevenção e da saúde. Devemos valorizar a educação, a ciência, e isso pode ser conciliado mantendo uma crença, com as rezas e a medicina tradicional do meu povo”.
“Não fui para o hospital porque ajudava a cuidar de outras seis pessoas, precisava ter força para dar uma palavra de conforto e cuidar deles sem me abater. Tinha um oxímetro [equipamento que mede a saturação de oxigênio na corrente sanguínea], mas não media minha respiração para não me apavorar. Fiz o teste em 15 de junho e já estava curada.”, completou em entrevista à assessoria de comunicação do Governo do Estado de São Paulo.
A indígena concluiu a graduação em Assistência Social com bolsa integral pela PUC-SP no ano passado, com aulas à distância. “O sinal era horrível na aldeia, corria com guarda-chuva para baixo de uma árvore. Fiz meu TCC inteiro pelo celular”, contou. Agora, ela pretende fazer residência em Saúde Mental para continuar a contribuir com seu povo e manter viva a herança dos ancestrais.


 

Bahia Recebe 319 Mil Doses Da Coronavac

A vacinação da população acontece nesta quarta (20) às 10h, em todo o país.

A Bahia receberá hoje (18) mais de 319 mil doses da Coronavac, imunizante contra a Covid-19 elaborado pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A distribuição de doses da vacina em cada estado foi divulgada pelo Ministério da Saúde na noite de ontem (17).
A vacina será aplicada de forma prioritária em quatro fases, cada uma com um grupo de risco. A primeira etapa contempla profissionais da saúde, idosos com mais de 75 anos, moradores de instituições de longa permanência com mais de 60 anos, indígenas e comunidades tradicionais. Apenas esta parte é constituída por 1.791.438 pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, com as 319.520 doses servirão para 9.788 pessoas acimas dos 60 anos; 829 pessoas com deficiência institucionalizadas; 27.201 indígenas; e 142.087 profissionais da saúde. Ou seja, cerca de 34% do público da primeira fase.
A vacinação da população acontece nesta quarta (20) às 10h, em todo o país, de acordo com o anúncio feito na última quinta-feira (14) pela pasta.

Enem Registra Abstenção Maior Que 50%

Índice não inclui os dados de candidatos de locais onde o exame foi suspenso devido à gravidade da pandemia.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, ocorrido neste domingo (17), registrou um novo recorde de abstenção no concurso. O índice de candidatos inscritos ausentes ficou em 51,5%. Ou seja, mais da metade não compareceu na primeira etapa.
A maior taxa de abstenção anteriormente registrada foi em 2009, com 23% no primeiro dia e 37,7% no total, segundo o Ministério da Educação.
Apesar da quantidade de faltosos, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, considerou a realização da prova "algo vitorioso". Ele acredita que a alta porcentagem ocorreu por conta da "dureza e medo da contaminação", mas também por causa de "um trabalho de mídia contrário ao Enem muito grande".
Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, a aplicação da avaliação foi "tranquila do ponto de vista da saúde sanitária".
"Não teve nenhum local de prova interditado", disse Lopes, se referindo a visitas de agentes de vigilância sanitária e do Ministério Público. "As normas e procedimentos de segurança estabelecidos pelo Inep foram cumpridos durante a execução da prova", completou.
O índice de abstenção não inclui os dados de candidatos do estado do Amazonas e de duas cidades de Rondônia, onde o exame foi suspenso devido à gravidade da pandemia nos locais.

Uso De Máscaras Deve Se Estender Até o Início De 2022, Avalia Infectologista


Dra. Ceuci Nunes comemorou aprovação da vacina e diz que imunizante é um grande feito da ciência.
A médica infectologista Ceuci Nunes, diretora do Instituto Couto Maia, avaliou a aprovação do uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. Segundo ela, mesmo com o governo negacionista, há chances de um franco avanço brasileiro na guerra contra o coronavírus.
Em entrevista a Mário Kertész hoje (18), na Rádio Metrópole, Ceuci ainda reforçou a fala de diretores da Anvisa sobre a falta de eficácia de medicamentos contra a Covid-19. "Ontem o Brasil todo e a ciência teve uma grande vitória com a aprovação de duas vacinas para uso e com a própria Anvisa dizendo que não existe tratamento precoce. Isso é uma coisa maravilhosa", declarou a médica.
Ainda de acordo com Ceuci Nunes, parte da situação vivida nesta segunda onda do coronavírus pode não estar diretamente ligado à nova cepa do coronavírus. "A gente não pode colocar a culpa no vírus. A gente tem que colocar culpa na gente. Temos um governo negacionista, que não assumiu o controle da pandemia. O próprio governo do Amazonas não fez o lockdown que deveria ter sido feito no final de dezembro, quando a situação estava muito ruim. Os próprios comerciantes foram cobrar isso do governo. A gente está colocando a economia acima da vida e depois não vai ter gente para tocar a economia", disse. 
Na avaliação da infectologista, a chegada da vacina deve indicar uma volta mais rápida à normalidade no país. No entanto, ela aponta que a suspensão do uso de máscaras e das medidas de distanciamento social só deve ocorrer no início do ano que vem. "A gente só vai se sentir seguro quando cerca de 70% da população estiver vacinada. A gente ainda vai esperar muito tempo para poder ter essa liberdade de sair sem máscara e deixar o distanciamento. Não é para agora, é mais para o final do ano ou 2022. Mas já foi um feito imenso você ter uma vacina em menos de um ano. É inédito da humanidade e é o valor da ciência", comemorou a especialista.