segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Covid-19: Janeiro Será Mês 'Crítico', Avalia Diretora Do Hospital Aeroporto

Médica avalia que rede privada está no limite dos atendimentos: "Ter plano de saúde hoje não é garantia de leito".
Diretora Técnica do Hospital Aeroporto, a médica Eliane Noya comentou a possibilidade de existir uma crise na rede privada de saúde com a alta de casos de Covid-19 esperada para o mês janeiro. Em entrevista a José Eduardo na Rádio Metrópole hoje (4), ela comentou o agravamento da situação em meio às festas de fim de ano.
"A situação, antes disso, caiu bastante. Estávamos trabalhando com ocupação baixa nas doenças respiratórias. Mas a situação veio se agravando e a gente está chegando numa situação bastante crítica. Acho que janeiro vai ser realmente um mês crítico", comentou Noya. Ainda de acordo com a médica, os leitos da rede privada têm um limite baixo para crescimento.
"Temos uma rede privada que tem um limite de leitos, principalmente de UTI. Não temos como expandir de uma hora para outra num número absurdo. Os pacientes dessa patologia do Covid-19 são pacientes que demoram nos leitos de UTI. A situação é bastante preocupante também na rede privada. Eu acho talvez até a rede privada esteja nesse momento precisando se preparar melhor. A situação vai ser difícil em janeiro. É o que estamos esperando e vendo nos outros estados, conversando com outros diretores de hospitais", afirmou.
"Tivemos um aumento também de internamentos em doenças graves que não são Covid-19, que são infarto e AVC. Passamos os últimos 15 dias com os hospitais lotados. O Hospital Aeroporto está funcionando com a lotação máxima há mais de 15 dias. A lotação do hospital, por mais que faça a gestão de leitos eficiente e tenhamos profissionais dedicados a isso, fazendo o possível, a situação é bastante preocupante", comentou.
Questionada, a diretora do centro médico afirmou atualmente que "ter plano de saúde hoje não é garantia de leito". "É preciso que todos se preocupem com a saúde de quem está do lado, seus pais e avós. Só o idoso agrava? A gente vê isso na maioria dos casos, é verdade. Mas temos casos de jovens que agravam. Tivemos óbitos de jovens e é necessário de que todos tenham essa consciência", disse Eliane Noya. *Metro1.





 

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