sábado, 11 de abril de 2020

Hospitais Testarão Droga Em Pacientes Com Quadro Leve Com Covid-19


Uma coalizão de centros médicos coordenada pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz iniciará na segunda-feira um estudo para testar a eficácia da hidroxicloroquina em pacientes com quadros leves de infecção pelo coronavírus, mas que fazem parte de algum grupo de risco da doença.
Segundo Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Oswaldo Cruz, o objetivo do estudo é avaliar se o medicamento pode reduzir hospitalização e complicações respiratórias em pacientes com Covid-19 que, em um primeiro momento, não foram internados por não apresentarem maior gravidade.
Dados da literatura científica mostram que 80% dos contaminados pelo novo coronavírus apresentarão sintomas leves e não precisarão de internação. O risco maior de complicação é registrado em grupos populacionais com sistema imunológico mais frágil. Os voluntários deverão ser integrantes de um dos seguintes grupos de risco: idosos, hipertensos, diabéticos ou fumantes.
“São pacientes inicialmente com sintomas leves, em tratamento ambulatorial, mas que têm um fator de risco que pode levar a complicações futuras”, explica Avezum.
Participarão da pesquisa 1.300 pacientes – metade vai receber o medicamento por sete dias e a outra metade tomará placebo pelo mesmo período. Todos serão acompanhados por especialistas por um mês.
“Se conseguirmos achar um tratamento que reduza as complicações e as hospitalizações, serão menos leitos de UTI ocupados, menos respiradores sendo utilizados. Teria um impacto positivo para o doente e para o sistema de saúde”, destaca.

Alcance:
Avezum conta que a expectativa é incluir no estudo pacientes de cem hospitais brasileiros, públicos e privados, em 50 cidades de 15 Estados do País. “Já temos a confirmação de participação de 40 hospitais e devemos começar a inclusão dos pacientes a partir da próxima semana”, afirma o pesquisador, que vai coordenador o estudo. A pesquisa já recebeu o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
O médico diz que a expectativa é de que os 1.300 pacientes sejam todos recrutados no período de seis a sete semanas. Depois disso, será necessário mais um mês de acompanhamento. “No período de 10 a 12 semanas, acredito que já tenhamos os primeiros resultados”, afirma.

Força-tarefa:
O estudo é parte da Coalizão Covid Brasil, iniciativa que reúne hospitais, instituições de pesquisa e o Ministério da Saúde para testar possíveis terapias contra o coronavírus. No fim de março, os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein e HCor já haviam anunciado outros três estudos dentro da coalizão nos quais serão testados hidroxicloroquina, azitromicina e dexametasona em pacientes internados. A estimativa é que os resultados dos estudos com pacientes hospitalizados sejam divulgados no período de dois a três meses. Fonte: Estadão.



Safadão Reduz Salários e Forrozeiros Demitem Músicos


Aldair Playboy, Solange Almeida e Márcia Felipe tiveram que dispensar seus funcionários

A crise ocasionado pela pandemia do coronavírus pegou todos de surpresa e a indústria do entretenimento também vem sofrendo grandes baixas. Com shows cancelados e sem trabalhos futuros marcados pela imprevisibilidade do fim da quarentena, alguns cantores decidiram demitir suas equipes.
Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do jornal 'O Dia', o cantor Aldair Playboy, por exemplo, precisou demitir todos os seus músicos por não ter como arcar com os pagamentos no período sem shows.
Já a cantora Solange Almeida preferiu combinar um distrato temporário com seus músicos durante o período do isolamento social, em que eventos com aglomerações de pessoas estão proibidos. Os profissionais terão baixa na carteira e vão receber os direitos trabalhistas.
Ainda segundo a colunista, Márcia Felipe também rompeu contrato com todos os seus músicos para recontrata-los depois que a pandemia passar. Ao total foram 47 profissionais dispensados.
Wesley Safadão optou por não dispensar seus músicos, mas reduziu os salários de 80 profissionais para conseguir mantê-los como contratados mesmo durante a crise da agenda vazia.
Xand Avião, que já trabalha com uma equipe reduzida, irá manter todos os funcionários normalmente sem dispensas ou alterações salariais.
Os artistas estão se organizando com a previsão de que o mercado volte a aquecer entre agosto e setembro. Fonte: Fama ao Minuto.

Produzidas, Lives Dos Sertanejos Lucram e Causam Polêmica Na Pandemia


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de quase quatro horas ao vivo no YouTube, Gusttavo Lima canta sua música "Mundo de Ilusões" enquanto mexe no celular na sala de sua mansão em Goiânia. No meio da performance, sai andando pela varanda, passeia pela piscina e pede –"bota a mão pra cima!". Em seguida, anuncia a ida ao intervalo. "Voltamos em cinco minutos! Precisamos mijar, depois do tanto que eu já bebi."
Não havia público, pelo menos na casa do cantor. Na plataforma de vídeos, contudo, ele atualizava os números de tempos em tempos, chamando sua transmissão de "maior live de todos os tempos". Foram cem músicas no repertório, vários baldes de cerveja, conversas com o público e com seu filho, propagandas e anúncios de doações em pouco mais de cinco horas de imagens.
Exibida num sábado no fim de março, a live de Gusttavo Lima foi chamada de "Buteco em Casa" e acabou sendo um marco deste novo formato, cada vez mais usado por artistas - não só músicos - em tempos de isolamento devido à pandemia do novo coronavírus. Até então, as lives eram caseiras, geralmente com voz e violão, filmadas do celular, sem microfone e com poucos minutos de duração.
A sensação, pelo menos para quem estava nas redes sociais naquele momento, era de que o Brasil inteiro estava vendo o show –como num capítulo final de novela ou um paredão de grande apelo no "Big Brother Brasil". Não chegou a tanto, mas a audiência total - 10 milhões de pessoas só no dia, com pico de 750 mil acessos simultâneos e 500 mil de média só no YouTube, fora outros 160 mil no Instagram - se tornou um recorde da plataforma.
No mesmo dia da transmissão de Gusttavo Lima, o nome de Jorge e Mateus já pipocava internet afora, com pedidos dos fãs para uma live da dupla. Junto a Lima, Marília Mendonça e Luan Santana, a dupla é uma das mais populares do sertanejo, o gênero mais consumido no Brasil.
"Lives musicais são uma tendência concreta diante do cenário que estamos vivendo", diz Jorge. "O mercado musical, com a ausência dos shows, precisou se reinventar. E essa é uma forma segura de levar o entretenimento para dentro dos lares. Cantar e levar um pouco de alegria para quem está em casa é também válido nesse momento."
A dupla entrou ao vivo uma semana depois de Gusttavo Lima, já com um cenário mais favorável. Enquanto, no caso do cantor, o público esperava uma transmissão básica, como quando Marília Mendonça cantou covers em voz e violão no celular, com a dupla a expectativa já estava lá em cima.
Jorge e Mateus cantaram cerca de 60 músicas num cenário montado numa garagem, por quase quatro horas e meia. A estrutura foi um pouco mais modesta que a de Gusttavo Lima - que iluminou a mansão com luzes coloridas e foi filmado até por um drone -, mas ainda assim chamativa, com quatro câmeras de alta definição e intervalos gravados, entre outros luxos.
O resultado foi mais de 3 milhões de acessos simultâneos para quase 40 milhões de visualizações até a publicação desta reportagem, mais que triplicando o recorde de Gusttavo Lima no YouTube.
Um acesso não representa a audiência de uma pessoa, já que ela pode entrar e sair várias vezes durante a live, mas, caso a conta fosse essa, e considerando a métrica da Grande São Paulo, o show teria passado os 15 pontos no Ibope. Representaria metade da audiência do paredão entre Manu Gavassi e Felipe Prior, que bateu 31 pontos, no dia 31 de março.
A conta é grosseira, mas dá a dimensão do sucesso da live, que chegou até a ser transmitida na televisão.Esse formato de live-maratona, com instrumentos e microfones ligados, garçons servindo bebidas e diversas câmeras, também gerou críticas pela quantidade de pessoas trabalhando aglomeradas. Ao repórter, a dupla diz que "não houve aglomeração".
"Nossa equipe contou com 18 pessoas no total. Na montagem, dividimos as equipes por dias e horários. A equipe de cenário montou na sexta, a equipe de som montou no sábado de manhã, e a equipe de filmagem entrou com os equipamentos no sábado à tarde e já ficou para a live."
"Além da divisão da entrada das equipes, como já mencionado, chegamos minutos antes do início da live, a fim de evitar aglomerações. A instrução para quem entrava na casa era a lavagem das mãos, primeiramente. Máscaras e luvas foram entregues para todos que estavam presentes. Deixamos algumas a mais disponíveis na casa, caso alguém precisasse. Frascos de álcool em gel foram espalhados pelo local."
Durante o show, inclusive, foi exibida uma mensagem de cerca de 50 segundos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, agradecendo aos artistas que estão fazendo lives e incentivando os fãs a ficarem em casa. O vídeo já havia sido veiculado, horas antes, na live do forrozeiro Xand Avião, com pico de 634 mil visualizações simultâneas.
Segundo a dupla, a iniciativa partiu deles, já que o vídeo mencionava os cantores. "Houve a divulgação de um vídeo onde ele citou o nome da dupla. Tivemos conhecimento, pedimos autorização e decidimos publicar durante a live, já que a mensagem era muito válida."
No dia seguinte à transmissão, o presidente Jair Bolsonaro disse que integrantes de seu governo "viraram estrelas" e que a hora deles iria chegar.
Outra característica dessas lives são as doações. Tanto Gusttavo Lima quanto Jorge e Mateus anunciaram nos shows quanto estavam arrecadando. O cantor chegou a juntar R$ 100 mil em doações, além de toneladas de alimentos e itens para hospitais e instituições de caridade. A dupla disse ter arrecadado 216 toneladas de alimentos, além de 10 mil frascos de álcool em gel.
Artisticamente, as lives também revelam facetas menos comuns dos artistas. Com alto poder de investimento, os sertanejos costumam aparecer cantando afinados e acompanhados por bandas imensas em seus DVDs. No YouTube, eles estão suando, esquecendo letras, desafinando e perdendo a voz, além de interagirem com a família e até improvisarem pedidos dos fãs.
O formato vai além do barzinho e se assemelha muito mais a uma festa privada regada a álcool, da qual os fãs são convidados virtuais.
"O tempo já não foi uma novidade. Já nos apresentamos em shows com três a quatro horas", diz Mateus. "Para a gente, é meio estranho cantar assim, somente para as câmeras. Sentimos falta do calor humano, uma das melhores sensações é esse contato com o público. Sentar ali, sem ver quase ninguém, parece que está faltando algo. Mesmo assim, a emoção de saber que existem pessoas felizes em todo o canto do mundo assistindo a nossa live é imensa."
Os números estabelecidos por Gusttavo Lima, Jorge e Mateus e até mesmo Xand Avião surpreendem mesmo quando se fala em astros da TV Globo. Por isso, o lucro com a propaganda está em outro patamar quando comparado com a maioria dos cantores no Brasil.
Ainda assim, a publicidade indica caminhos para músicos conseguirem trabalhar e ganhar dinheiro durante a quarentena.
Na "Live da Garagem", de Jorge e Mateus, uma geladeira da bebida patrocinadora ficou exposta ao lado dos músicos. No "Buteco" de Gusttavo Lima, a publicidade da cerveja era explícita, já que ele elogiava a bebida enquanto um garçom trocava o balde com as garrafas em uma mesa.
Enquanto as lives vão se estabelecendo, algumas questões ainda seguem sem resposta. O Ecad, que arrecada e distribui o equivalente aos direitos autorais em execuções públicas no Brasil, ainda não sabe como vai fazer para repassar o dinheiro aos autores.
Plataformas como YouTube, Facebook e Instagram já têm contratos com o Ecad, mas em geral eles são referentes aos fonogramas –a música gravada– e não à obra –a música tocada. Para que os repasses sejam feitos, é necessário que os repertórios das lives sejam reconhecidos pelas respectivas plataformas e repassados à empresa.
Na tentativa e erro, o mercado de shows vai estabelecendo um formato que pode ser não só viável, como lucrativo, para enfrentar a quarentena. O processo começa e pode se restringir ao topo da cadeia da música, já que lucrar com patrocínio é muito mais difícil para a grande maioria de cantores e instrumentistas do país.
No sertanejo, contudo, a batalha por views deve seguir quente nos próximos dias. Marília Mendonça se apresentaria na noite de 8 de abril e anunciou que terá câmeras fixas e equipe reduzida - só oito pessoas, incluindo dois tradutores para Libras. No dia 11, Gusttavo faz a segunda edição do "Buteco em Casa".
Nem por isso, diz Mateus, a situação é favorável. Financeira e artisticamente, as lives não se comparam a shows presenciais, com venda de ingressos e bebidas.
"São quase 15 anos de carreira vendo nossos fãs pessoalmente, praticando abraços, valorizando o tato. Estamos fazendo o possível para estarmos em contato com nossos fãs e, por enquanto, a forma mais segura que achamos foi essa digital. Mas a gente espera que tudo isso passe logo."
Nesta quarta-feira (8), a live de Marília Mendonça bateu recorde mundial de mais assistida em 24 horas no YouTube com mais de 45 milhões de visualizações. Durante sua apresentação, a cantora fez questão de dizer que não havia aglomeração nos bastidores e todos seguiam as recomendações das agências de saúde. Além disso, a sertaneja arrecadou fundos para ajudar pessoas que passam por dificuldades neste período de quarentena. Fonte: Fama ao Minuto.

Mulher Invade Link Ao Vivo e Grita: “A Globo é Um Lixo, o Bolsonaro Tem Razão” - Veja Vídeo


Uma mulher roubou o microfone do repórter Renato Peters, da TV Globo, durante uma entrada ao vivo no SP1, nesta sexta-feira (10). Ela fez ataques contra a emissora e afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “tem razão”.
O repórter falava sobre reclamações de falta de informação em hospitais em meio à pandemia do novo coronavírus. Peters estava ao vivo em frente ao Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, quando a mulher tomou o microfone.
“A Globo é um lixo, o Bolsonaro tem razão”, gritou a mulher. Logo em seguida a transmissão foi cortada e o apresentador do SP1 César Tralli pediu desculpas pelo ocorrido.
“A gente está sempre trazendo os assuntos que interessam à população de São Paulo, então eu peço desculpas porque, infelizmente, atrapalharam uma explicação tão importante do Renato Peters em relação a um assunto tão importante para uma família aqui de São Paulo”, afirmou. Fonte: IstoÉ.