terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Datafolha: 51% Evitam Comentários Políticos Nas Redes Sociais


Mais da metade dos brasileiros acredita que as redes sociais têm tido um papel relevante para o cenário político nacional. Segundo o Datafolha, a população acredita que essas mídias podem aproximar os políticos das discussões sociais e até influenciar suas decisões. Muita gente, contudo, também tem críticas ao papel político das redes sociais, por conta da divulgação de fake news e dos atritos que essas mídias podem causar entre familiares e amigos que têm visões ideológicas diferentes. Para ter ideia, 51% dos brasileiros já deixaram de fazer algum comentário político na internet para evitar discussões.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (24) pela Folha de São Paulo revela que 54% dos brasileiros acreditam que as redes sociais são um canal de informação importante para que os políticos estejam atentos às discussões sociais. Isso porque 77% dos entrevistados também acham que essas mídias ajudam a dar voz a grupos da sociedade que normalmente são preteridos pela sociedade.
Outros 43% dizem até que as redes podem influenciar a decisão dos políticos - índice que sobe para 53% entre os eleitores do PSL, cujos membros têm forte atuação nas redes sociais. Por falar em PSL, 18% das 2, mil pessoas ouvidas pelo Datafolha disseram seguir o presidente Jair Bolsonaro, que faz lives semanais para conversar com seus eleitores, em alguma rede social. Esse percentual sobe para 27% entre os eleitores do PSL e para 31% entre quem ganha mais de dez salários mínimos.

Críticas:
Também é grande, contudo, o número de críticas ao papel que as redes sociais têm tido na sociedade brasileira. Segundo o Datafolha, apesar desse papel político relevante, 69% das pessoas acreditam que essas mídias também ajudam a distrair as pessoas do que realmente importa. E outros 59% dizem que elas servem mais para divulgar notícias falsas, as fake news, do que para informar. Esse índice é maior entre quem votou em Fernando Haddad (62%) e não em Bolsonaro (57%) na eleição do ano passado.
Outra queixa relevante, sobretudo nesta época de Natal, é o impacto que as redes sociais têm tido na relação de familiares e amigos que têm visões políticas diferentes. Segundo o Datafolha, 51% dos entrevistados já desistiram de fazer algum comentário político na internet para evitar brigas com familiares e amigos. Esse índice chega a 60% entre quem é funcionário público e tem ensino superior. Outros 27% saíram de algum grupo para não entrar em uma discussão política e 19% deixaram de seguir alguém por não concordar com suas opiniões políticas.
O Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios de todo o País entre os dias 5 e 6 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Fonte: Marina Barbosa / Congressoemfoco.uol.com.br.

Prefeito De Granjeiro é Morto a Tiros Enquanto Caminhava Próximo De Sua Residência No Ceará

A autoria e a motivação da morte ainda não foram confirmadas.

O prefeito da cidade de Granjeiro, João Gregório Neto (PSD), foi morto a tiros enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco, na manhã de terça-feira (24). A vítima foi atingida pelas costas.
Segundo moradores da cidade, um carro com suspeitos foi visto se aproximando do gestor municipal. Logo depois, foram ouvidos pelo menos três disparos. Moradores tentaram socorrer o prefeito, mas quando chegaram próximo ao local ele já estava morto. A autoria e a motivação da morte ainda não foram confirmadas pela polícia.


Alvo de operação da Polícia Federal
João Gregório foi alvo de uma ação da Polícia Federal há pouco mais de um ano. Ele era suspeito de movimentar cerca de R$ 26 milhões na conta de um parente beneficiário de aposentadoria rural, num período de dois anos, segundo investigações da Operação Bricolagem, relativas a fraudes em licitações para construção de escolas. O valor dos contratos fraudados somava cerca de R$ 5 milhões. Um dos mandados foi cumprido em sua casa, onde foram encontrados R$ 213 mil em espécie, guardados em caixas de sapato.
O valor movimentado na conta do parente foi quase R$ 10 milhões a mais que o orçamento de todo o município de Granjeiro, cidade com 4,5 mil habitantes. Em 2017, o orçamento municipal anual foi de R$ 17 milhões, conforme a Prefeitura Municipal de Granjeiro.
Na época, o advogado do prefeito, Igor Rodrigues Lucena, informou para o G1 que o "prefeito garantiu que não teria como ter mexido irregularmente em R$ 26 milhões do Município, pois a arrecadação anual é de R$ 13 milhões e ele assumiu a Prefeitura em 2017".
"Se tivesse ficado para si com todo dinheiro, (13+13, apesar de o ano ainda não ter terminado), não teria conseguido pagar o funcionalismo público nem fazer com que os serviços do Município funcionassem. Toda as contas estão em dia e a máquina pública na ativa", disse.

Filho de agricultores
João Gregório Neto, mais conhecido como "João do Povo", nasceu em 29 de maio de 1965, no sítio Cana Brava dos Gregório, no município de Granjeiro, estado do Ceará. Ele era filho do agricultor Raimundo Gregório Alves e da dona de casa Maria Vilany Gregório, sendo o segundo de sete filhos do casal.
João do Povo fez parte do Lions Clube de Várzea Alegre e era integrante da Loja Maçônica Harmonia Varzealegrense. No fim dos anos 80 ingressou na política como vereador sendo eleito por duas legislaturas pelo Partido da Frente Liberal - PFL. No início dos anos 90 entrou no ramo empresarial abrindo uma churrascaria em Várzea Alegre.
Em 2016, voltou à política, desta vez candidatando-se ao cargo de prefeito de Granjeiro, disputando a vaga pelo PSD, sendo eleito com 2.358 votos (52.39%). Fonte: G1/CE.