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quinta-feira, 16 de março de 2017

O Boa Mandou Mal. E Fez Com Que Bruno Se Tornasse Ainda Mais Rejeitado


Mesmo depois de perder seus principais patrocinadores, que cederam à repercussão negativa da contratação, o Boa Esporte manteve o acordo de pé e, ao que parece, ainda não compreendeu o tamanho do equívoco que comete ao tratar Bruno como um popstar injustiçado pela opinião pública.
Não se trata de um ex-presidiário que cumpriu pena e busca reintegrar-se à sociedade. Trata-se, na verdade, de um homem que foi condenado em primeira instância por um crime bárbaro, como mandante do assassinato de Eliza Samudio – mãe de seu filho –, e que, por culpa da morosidade do Judiciário brasileiro, aguarda em liberdade o desfecho do processo.
Embora dentro da lei, a contratação de Bruno é uma representação machista da insensibilidade que segue banalizando a violência contra a mulher. O goleiro foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão em 8 de março de 2013, no Dia Internacional da Mulher. Dois dias depois da mesma data, agora em 2017, sem ter cumprido nem metade de sua pena, Bruno foi contratado por um clube de futebol que o enxerga como mercadoria e ignora a gravidade do crime pelo qual ele ainda responde.
Bruno não deveria ter ficado tanto tempo preso aguardando julgamento de seu recurso, assim como não deveria voltar a jogar antes de uma sentença definitiva da Justiça. Caso o tribunal julgue improcedente a apelação, ele pode retornar para a cadeia antes mesmo de pisar novamente nos gramados. Algo que deixaria cicatrizes em todas as partes envolvidas: o time do Boa, que teve sua imagem arranhada pela má condução do episódio; Bruno, que viu sua rejeição aumentar depois de tanta exposição; e principalmente a família de Eliza, a começar pelo filho do goleiro, que tem sua ferida reaberta a cada nova repercussão do caso.
Entrevistei Bruno em 2014, na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Na época, ele havia acabado de assinar um contrato com a equipe do Montes Claros. Sempre que se referia a Eliza, ele rechaçava a acusação de mandante do assassinato, mas admitia ter sido “omisso”, dando a entender que poderia ter evitado o crime. Entretanto, em nenhum momento, demonstrou arrependimento.
Neste episódio, o Boa Esporte confunde boa ação com oportunismo ao justificar a aposta em Bruno sob a perspectiva da ressocialização. O clube não tem sequer um plano de reintegração social, jamais recorreu ao sistema prisional para compor seu quadro de funcionários. Ao espetacularizar ao máximo a contratação de Bruno, as verdadeiras intenções do clube ficaram claras. Para o Boa, o que vale é capitalizar o retorno midiático, que acabou saindo pior que a encomenda, e um possível ganho técnico para o time, como destacado pelo diretor Roberto Moraes antes da apresentação: “Eu não tenho que comentar se o Bruno é culpado ou inocente. O que interessa nesse momento é a parte técnica. E o Bruno vai agregar bastante à nossa equipe”.
Seria nobre, e emprestaria algum caráter humano à contratação, se o Boa Esporte abrisse as portas e pagasse salário a Bruno somente para treinar, condicionando a disputa de jogos oficiais ao julgamento de seu recurso pela Justiça. Ressocialização por meio do futebol é possível, mas não devemos confundi-la com hipocrisia e a inescrupulosa obsessão dos cartolas por holofotes // MSN/Br.

Esporte: Flamengo Flertou Com a Vitória Várias Vezes, Mas Os Deslizes Explicam a Derrota No Chile


Longe de ser uma atuação em que tudo deu certo, como no segundo tempo da estreia contra o San Lorenzo. Mas o Flamengo também não fez um jogo ruim na visita à Universidad Católica, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Os rubro-negros foram melhores durante a maior parte do tempo e tiveram diversas chances de marcar. Ficaram no quase, parando em boas defesas do goleiro Cristopher Toselli e triscando duas vezes nas trave. No final, pesaram as falhas defensivas, que se repetiram. Uma delas acabou sendo fatal: Santiago 'El Tanque' Silva saltou sozinho e, já nos minutos finais, decretou a vitória dos Cruzados por 1 a 0. Gosto amargo, diante daquilo que os flamenguistas poderiam ter feito.
Na visita ao Chile, Zé Ricardo preferiu se resguardar. Ao contrário do que muitos pediam, o substituto de Mancuello no time titular não foi Berrío, e sim Márcio Araújo. Com seu cão de guarda, o treinador garantia um pouco mais de proteção na entrada da área, enquanto tentaria liberar mais Rômulo e William Arão ao ataque. De fato, o Fla não se fechou na defesa. A equipe se posicionava no ataque, buscando impor o seu jogo desde os minutos iniciais, e pressionando a saída de bola da Católica. Guerrero, sobretudo, chamava a responsabilidade. Aos 11 minutos, soltou um balaço que parou em grande defesa de Toselli. Pouco depois, foi a vez de Réver desperdiçar.
Do outro lado, a defesa só encontrou problemas quando se boicotou. Rafael Vaz deu um presentaço a Santiago Silva, em recuo mal feito para Alex Muralha. Para sua sorte, o goleiro se antecipou muito bem ao atacante, salvando o lance. Havia muitos espaços entre as linhas do Fla, especialmente nas laterais. De qualquer forma, as melhores oportunidades eram mesmo rubro-negras, por mais que o time pouco invadisse a área dos Cruzados. Guerrero travou praticamente um duelo particular com Toselli. Aos 30, uma cobrança de falta venenosa acabou salva pela ponta dos dedos do goleiro. Logo na sequência, em bomba do peruano da entrada da área, o chileno não pôde fazer nada, mas se safou graças à trave.
Durante o segundo tempo, a Universidad Católica passou a ser mais incisiva, colocando a linha de zaga do Flamengo contra a parede. Kalinski era um dos melhores jogadores dos anfitriões, ao lado de Noir. O jogo ficou aberto, com lances perigosos de Guerrero e El Tanque dos dois lados. O Flamengo, buscando seu gol, teve a primeira alteração aos 12 minutos, com a entrada de Berrío na vaga de Rômulo. A substituição mudava a estrutura tática dos rubro-negros. E o colombiano, mais uma vez, deu gás pelos lados do campo. Os cariocas pegaram embalo e passaram a martelar. Guerrero teve mais duas boas finalizações que pararam em Toselli. Já aos 26, Diego acertou o travessão em cobrança de falta da entrada da área.
Só que a Católica continuava provando as fragilidades da defesa do Flamengo. E, aos 29, marcou o gol da vitória. Após cobrança de falta na lateral, Santiago Silva subiu com extrema liberdade e fuzilou de cabeça. As tentativas dos rubro-negros em recobrarem o prejuízo eram pouco eficazes, diante de um adversário que se fechava. Aos 38, os visitantes terminaram de entregar os pontos. Após confusão com Parot, Berrío recebeu o cartão vermelho do árbitro - em decisão um tanto quanto desmedida, considerando a atitude dos dois jogadores. Com um a menos, os cariocas perderam potência e pareciam até mesmo sem vontade, dando liberdade aos chilenos nas proximidades da área. Muralha ainda fez uma bola intervenção, evitando que a diferença fosse maior.
A derrota não anula aquilo que se mostrou no Maracanã. Pelo contrário, evidencia alguns problemas que já aconteceram naquela noite, mas acabaram em segundo plano por conta do resultado. Falta mais compactação no Flamengo e a defesa nem sempre vem transmitindo segurança, especialmente por algumas deficiências de Rafael Vaz. Derrota que custa três pontos contra um adversário que, pelo que havia exibido contra o Atlético Paranaense, já tinha deixado claro que deveria inspirar cuidados, perigoso pelo alto e na chegada de seus meias.
Em compensação, é necessário elogiar outra vez Diego. Ainda que não tenha sido tão decisivo, mais uma vez foi responsável por controlar o jogo rubro-negro. Contou com a colaboração de um Guerrero disposto a se redimir dos erros na estreia. O peruano mereceu o gol. No entanto, encontrou uma barreira notável em Cristopher Toselli, um dos melhores goleiros do continente há alguns anos e que merece mais consideração por seu talento. Nesta quarta, garantiu o triunfo da Universidad Católica, há cinco jogos sem perder na Libertadores para adversários brasileiros // MSN/Br.

Justiça Do Maranhão Condena Ex-prefeita Símbolo De 'Ostentação'


A Justiça do Maranhão condenou a ex-prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite da Silva (DEM), por atos de improbidade administrativa durante sua gestão entre 2012 e 2015. Sua figura ficou conhecida por estar envolvida em esquemas de corrupção, enquanto ostentava carros luxuosos e roupas de marca nas redes sociais.
De acordo com o UOL, Lidiane é acusada de reduzir salários de professores sem justificar a ausência de recursos nos cofres municipais. O juiz Raphael Leite Guedes acatou as denúncias do MPE (Ministério Público Estadual) e suspendeu os direitos políticos da ex-prefeita.
A sentença, proferida na última segunda (13), também determina uma multa de 50 vezes o valor da remuneração de Lidiane, cujo valor será revertido aos cofres municipais // MSN/Br.