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sexta-feira, 12 de maio de 2017

“Novo Eldorado” Descoberta De Mina De Pedras Preciosas Há 15 Dias Atrai Mais De 7 Mil Pessoas à Cidade Baiana


Uma jazida de ametistas foi descoberta há cerca de 15 dias, no alto de uma serra na cidade de Sento Sé, região norte da Bahia, e a possibilidade de livre extração atraiu cerca de sete mil pessoas ao local, mudando a rotina dos moradores. As pedras são comercializadas por até R$ 3 mil o quilo.
A mina fica no alto da Serra da Quixaba, a 54 km do centro de Sento Sé. Para chegar lá, o único acesso é uma estrada de areia, onde muitos carros e motos atolam. No entanto, as dificuldades não têm impedido a chegada de centenas de pessoas, até mesmo a pé.


Muita gente montou acampamento no local e a negociação das pedras é feita lá mesmo. O valor do quilo de ametista varia de R$ 500 a R$ 3 mil, a depender da qualidade das pedras. Quem extrai as pedras precisa encarar ainda a difícil escalada na Serra da Quixaba, que dura cerca de 40 minutos. Segundo os garimpeiros, são aproximadamente três mil metros de altura.
 

A descoberta foi o filho do agricultor Edvaldo dos Santos. “Ninguém sabia. Nós começamos a cavar e achamos. Eu, meu filho e um colega meu”, revela Edvaldo. A agricultora Clezoneide da Mata conta que também conseguiu encontrar pedras na região. “A gente veio se aventurar aqui. Mexendo com a mão, surgia debaixo da terra as pedras”, diz.
Com a chegada de vários grupos em busca de ganhar dinheiro com a venda da ametistas, os preços de produtos no comércio de Sento Sé, como lojas e supermercados, ficaram inflacionados. Uma garrafinha de 500 ml de água mineral chega a ser vendida por até R$ 10.
Os valores para aluguel de casas também dispararam. Passaram de R$ 400, em média, para até R$ 1.500. A maior movimentação acontece nas lojas de ferramentas e materiais de construção, onde são vendidas pás e picaretas, que auxiliam na extração da ametista.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) diz que teve conhecimento do garimpo e que deve enviar uma equipe neste mês ao local. Em 2016, a comercialização da ametista movimentou mais de R$ 5 milhões no estado. (Informações do G1/BA)

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