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quinta-feira, 16 de março de 2017

Esporte: Flamengo Flertou Com a Vitória Várias Vezes, Mas Os Deslizes Explicam a Derrota No Chile


Longe de ser uma atuação em que tudo deu certo, como no segundo tempo da estreia contra o San Lorenzo. Mas o Flamengo também não fez um jogo ruim na visita à Universidad Católica, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Os rubro-negros foram melhores durante a maior parte do tempo e tiveram diversas chances de marcar. Ficaram no quase, parando em boas defesas do goleiro Cristopher Toselli e triscando duas vezes nas trave. No final, pesaram as falhas defensivas, que se repetiram. Uma delas acabou sendo fatal: Santiago 'El Tanque' Silva saltou sozinho e, já nos minutos finais, decretou a vitória dos Cruzados por 1 a 0. Gosto amargo, diante daquilo que os flamenguistas poderiam ter feito.
Na visita ao Chile, Zé Ricardo preferiu se resguardar. Ao contrário do que muitos pediam, o substituto de Mancuello no time titular não foi Berrío, e sim Márcio Araújo. Com seu cão de guarda, o treinador garantia um pouco mais de proteção na entrada da área, enquanto tentaria liberar mais Rômulo e William Arão ao ataque. De fato, o Fla não se fechou na defesa. A equipe se posicionava no ataque, buscando impor o seu jogo desde os minutos iniciais, e pressionando a saída de bola da Católica. Guerrero, sobretudo, chamava a responsabilidade. Aos 11 minutos, soltou um balaço que parou em grande defesa de Toselli. Pouco depois, foi a vez de Réver desperdiçar.
Do outro lado, a defesa só encontrou problemas quando se boicotou. Rafael Vaz deu um presentaço a Santiago Silva, em recuo mal feito para Alex Muralha. Para sua sorte, o goleiro se antecipou muito bem ao atacante, salvando o lance. Havia muitos espaços entre as linhas do Fla, especialmente nas laterais. De qualquer forma, as melhores oportunidades eram mesmo rubro-negras, por mais que o time pouco invadisse a área dos Cruzados. Guerrero travou praticamente um duelo particular com Toselli. Aos 30, uma cobrança de falta venenosa acabou salva pela ponta dos dedos do goleiro. Logo na sequência, em bomba do peruano da entrada da área, o chileno não pôde fazer nada, mas se safou graças à trave.
Durante o segundo tempo, a Universidad Católica passou a ser mais incisiva, colocando a linha de zaga do Flamengo contra a parede. Kalinski era um dos melhores jogadores dos anfitriões, ao lado de Noir. O jogo ficou aberto, com lances perigosos de Guerrero e El Tanque dos dois lados. O Flamengo, buscando seu gol, teve a primeira alteração aos 12 minutos, com a entrada de Berrío na vaga de Rômulo. A substituição mudava a estrutura tática dos rubro-negros. E o colombiano, mais uma vez, deu gás pelos lados do campo. Os cariocas pegaram embalo e passaram a martelar. Guerrero teve mais duas boas finalizações que pararam em Toselli. Já aos 26, Diego acertou o travessão em cobrança de falta da entrada da área.
Só que a Católica continuava provando as fragilidades da defesa do Flamengo. E, aos 29, marcou o gol da vitória. Após cobrança de falta na lateral, Santiago Silva subiu com extrema liberdade e fuzilou de cabeça. As tentativas dos rubro-negros em recobrarem o prejuízo eram pouco eficazes, diante de um adversário que se fechava. Aos 38, os visitantes terminaram de entregar os pontos. Após confusão com Parot, Berrío recebeu o cartão vermelho do árbitro - em decisão um tanto quanto desmedida, considerando a atitude dos dois jogadores. Com um a menos, os cariocas perderam potência e pareciam até mesmo sem vontade, dando liberdade aos chilenos nas proximidades da área. Muralha ainda fez uma bola intervenção, evitando que a diferença fosse maior.
A derrota não anula aquilo que se mostrou no Maracanã. Pelo contrário, evidencia alguns problemas que já aconteceram naquela noite, mas acabaram em segundo plano por conta do resultado. Falta mais compactação no Flamengo e a defesa nem sempre vem transmitindo segurança, especialmente por algumas deficiências de Rafael Vaz. Derrota que custa três pontos contra um adversário que, pelo que havia exibido contra o Atlético Paranaense, já tinha deixado claro que deveria inspirar cuidados, perigoso pelo alto e na chegada de seus meias.
Em compensação, é necessário elogiar outra vez Diego. Ainda que não tenha sido tão decisivo, mais uma vez foi responsável por controlar o jogo rubro-negro. Contou com a colaboração de um Guerrero disposto a se redimir dos erros na estreia. O peruano mereceu o gol. No entanto, encontrou uma barreira notável em Cristopher Toselli, um dos melhores goleiros do continente há alguns anos e que merece mais consideração por seu talento. Nesta quarta, garantiu o triunfo da Universidad Católica, há cinco jogos sem perder na Libertadores para adversários brasileiros // MSN/Br.

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