domingo, 8 de maio de 2016

“Eu Não Preciso De Vocês”, Diz Ximbinha Ao Discutir Com Fãs Em Aeroporto


Um ano após o fim da Banda Calypso, Ximbinha parece estar sentindo as dores do término da parceria musical com a ex-mulher, Joelma. Um vídeo divulgado nesta sexta (5) mostra o guitarrista batendo boca com fãs da loira que o abordaram em um aeroporto.
Nas imagens, Ximbinha discute com uma moça, que parece estar segurando a câmera. “Eu bloqueei todo mundo, vou bloquear você também”, ameaça. Visivelmente irritado com a abordagem, ele se defende de acusações de afirmando: “Não sou vigarista, não sou tarado, não sou p**** nenhuma” e encerra o assunto aos gritos. ” Não quero papo, eu não preciso de vocês”, disparou.
Em nota, a assessoria de imprensa da Banda X-Calypso afirmou que o vídeo teria sido gravado a dois anos atrás e estaria “sendo explorado mais uma vez por pessoas inescrupulosas” (Fonte: MSN/Br).


ESPORTE: Com Ou Sem Título, Audax Deve Encerrar Seu Sonho De Revolução


Santos e Audax decidem neste domingo, às 16h (de Brasília) na Vila Belmiro, o Campeonato Paulista mais "ousado" dos últimos tempos. De Pelé a Gabigol, passando por Robinho, Neymar e outros craques, o Santos é o clube que mais bem representou a criatividade do futebol brasileiro ao longo da história e vem mantendo sua filosofia ofensiva nesta edição do torneio. O time dirigido por Dorival Júnior busca seu sétimo título paulista em 10 anos e chega em boas condições depois de ter empatado o jogo de ida, em Osasco, por 1 a 1. No entanto, a sensação do torneio e símbolo de inovação do futebol nacional desta vez estará do outro lado, vestindo vermelho. O jovem Grêmio Osasco Audax, conhecido apenas como Audax, deixou de ser motivo de chacota e conseguiu impor seu estilo de jogo - baseado no toque de bola a partir da defesa - e despachar os favoritos São Paulo e Corinthians nas fases anteriores, com autoridade. O técnico Fernando Diniz, tantas vezes tachado de "louco", enfim recebeu seus merecidos elogios. Neste domingo, o Audax pode entrar para a história como o maior inimigo da mesmice que domina o futebol nacional. Infelizmente, porém, qualquer que seja o resultado da final na Vila, a revolução não deve perdurar - ao menos na jovem equipe de Osasco, que disputará a Série D do Brasileirão.
O time de Osasco justifica o nome de batismo (audácia, em latim). Foi fundado em 1985 pelo empresário Abílio Diniz como um projeto social voltado principalmente ao atletismo, ainda sob o nome de Pão de Açúcar Esporte Clube (Paec). Anos depois, se consolidou como time formador de talentos de futebol, com equipes em São Paulo e no Rio, até se profissionalizar efetivamente em 2007. Em 2011, as equipes paulista e carioca foram batizadas de Audax e, dois anos depois, foram vendidas em uma negociação tumultuada envolvendo o francês Jean-Charles Naouri, presidente do Grupo Casino (que passou a controlar as ações do Pão de Açúcar), Abílio Diniz e o comprador, Mário Teixeira, então membro do conselho do Bradesco e vice-presidente do Grêmio Osasco. Houve então a fusão entre os clubes de São Paulo e teve início o sonho de revolução no futebol nacional. 
O presidente do clube é o folclórico ex-jogador Vampeta, que admite fazer um papel quase decorativo. "Não sou cartola, sou amigo do dono", costuma brincar o ex-volante, campeão do mundo com a seleção brasileira. Dividindo as funções de presidente do Audax e comentarista de rádio, Vampeta se orgulha de ser "o primeiro presidente remunerado do país" e se limita a assinar os contratos. Não há no elenco do clube nenhum atleta consagrado. O principal protagonista é mesmo o treinador Fernando Diniz, de 42 anos.
Como jogador, Diniz acumulou passagens por grandes clubes como Corinthians, Palmeiras, Fluminense, entre outros, mas não passou de um atacante esforçado - possuía boa técnica, mas pouco faro de gol. Ao pendurar as chuteiras, quis fazer algo novo e conquistar o brilho que não teve dentro de campo. Se formou em psicologia e tratou de "humanizar" o jogo. Ele é obcecado por aspectos técnicos e, por isso, tem como um mantra o bom trato da bola. Em sua equipe, não se deve dar chutão - o treinador insiste que eles não estão 100% proibidos, mas são raríssimas as vezes em que o Audax rifa a bola, mesmo quando o adversário exerce forte pressão.
As jogadas devem começar pelo goleiro e todos os zagueiros devem aprender a organizar as jogadas até que surjam os espaços para penetrar na defesa adversária. Quando perguntado sobre suas inspirações, Fernando Diniz não cita Johan Cruyff ou Pep Guardiola, os mais célebres treinadores entusiastas da posse de bola, mas sim os craques com quem atuou na década de 90. O "tiki-taka" de Osasco é tipicamente brasileiro.
No início, a proposta do Audax foi vista como "irresponsável", devido aos constantes erros na defesa, alguns que resultaram em gols adversários. Nas primeiras participações, em 2014 e 2015, o time já atuava desta forma, mas não conseguiu grandes resultados e Diniz foi diversas vezes chamado de maluco e incapaz de comandar um grupo vencedor. A consagração, porém, veio neste ano e em grande estilo.
Na primeira fase, a equipe já mostrou força. Terminou em primeiro no Grupo C, com sete vitórias, três empates e cinco derrotas, e dois pontos a frente do São Paulo. Foi justamente a equipe tricolor a primeira grande vítima da equipe. Nas quartas de final, o Audax goleou o São Paulo por 4 a 1 com uma exibição de gala em Osasco. Naquele momento, o goleiro Sidão, o meia Camacho, o atacante Ytalo e, sobretudo Fernando Diniz, já começaram a ser levados a sério. A confirmação veio no dia 23 de abril, em Itaquera. Em um grande jogo, disputado com enorme intensidade pelas duas equipes, o Audax venceu o Corinthians nos pênaltis, após empate em 2 a 2, com belíssimos gols de Bruno Paulo e Tchê Tchê. Naquela tarde diante do campeão brasileiro, o Audax nasceu para muitos torcedores - mas talvez também tenha começado a morrer.
Classificado para a final do Paulistão em sua terceira participação na elite, a equipe passou a atrair a atenção dos gigantes do país. Vazaram as notícias de que o lateral/meia Tchê Tchê havia assinado como o Palmeiras e os meias Camacho e Bruno Paulo com o Corinthians. Ao final da competição a debandada deve ser bem maior e talvez inclua o próprio Fernando Diniz. "Nós estamos felizes que os jogadores estejam interessando a outras equipes. Isso será ótimo para a carreira deles", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente Vampeta ao longo da semana. Até os atletas já falam em clima de despedida. "Temos que viver tudo ao máximo nesta semana, como a nossa parceria, a nossa amizade e tudo aquilo que a gente semeou. Infelizmente é um ciclo que se acaba. Muita gente vai sair, mas teremos coisas boas no futuro", comentou ao jornal o goleiro Sidão, grande destaque da classificação contra o Corinthians.
Os torcedores de Osasco abraçaram a equipe e compareceram em bom número às partidas no Estádio José Liberatti, mas o histórico recente e a realidade financeira do futebol nacional não animam os dirigentes e fãs do Audax. Nos últimos anos, Ituano, Santo André e Guarani foram algumas das equipes que conseguiram surpreender e chegar à decisão do Estadual, mas não repetiram o sucesso no segundo semestre. A última grande sensação do futebol nacional foi o São Caetano, que fez história no início da década de 2000 ao chegar à final do Brasileirão em 2000 e 2001 e da Copa Libertadores de 2002 e conquistar o Paulistão de 2004. A glória, porém, foi fugaz e hoje a equipe do ABC paulista agoniza: disputa a Série A 2 do Paulistão e está fora das quatro divisões do Campeonato Brasileiro.
Ao final do Estadual, o Audax disputará a Série D do Brasileirão, um torneio com pouca visibilidade, o que deve impedir a manutenção de um grande time. Na reta final de preparação para o duelo contra o Santos, o técnico Fernando Diniz disse se inspirar no Leicester City, que conquistou de forma épica o seu primeiro título do Campeonato Inglês em 132 anos de história. "O Leicester é um grande exemplo para saber que não existe algo darwiniano, determinado, que diz que o pobre será pobre para sempre", disse o treinador-psicólogo ao Estadão. "Essa história alimenta o sonho de pessoas que não têm algo, mas que no futuro podem ter. O Leicester é uma inspiração para todos", afirmou Diniz em Sorocaba, onde o Audax se concentrou para a decisão. O horizonte do Leicester, porém, é bem mais brilhante: trata-se de um time tradicional, com uma torcida considerável, e que irá disputar não só a elite inglesa como a Liga dos Campeões, o que deve multiplicar sua receita. Por enquanto, a chance de revolução no futebol nacional parece muito mais depositada em Fernando Diniz, que deve ter chances em clubes maiores no futuro, do que na carismática equipe de Osasco (MSN/Br).